sábado, 9 de dezembro de 2017

VW Brasília

VW Brasília, ou "Type 102", montado a partir do kit de resina do Iritani na escala 1/24. Excelente kit no geral, mas pelo fato de ser branco talvez eu devesse ter deixado sem wash nas linhas das aberturas (mas dá para resolver isto). As placas que vieram no kit são do modelo moderno, cinza, estas amarelas foram feitas de forma improvisada, tentarei achar algum PE que as substituam no futuro.

Mclaren MP4/4 em duas versões

Após problemas de log in, consegui agora entrar aqui novamente, mas não sei por quanto tempo... Atualizando então com novas fotos de modelos montados há uns 25 anos atrás, McLaren MP4/4 pilotado por Ayrton Senna em 1988 em duas versões. Kits Tamiya na escala 1/20.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Pugs 205 e 206

Peugeots pai e filho.

Peugeot 205 EVO2

Peugeot 205 pilotado por Bruno Saby tendo como copiloto Jean-François Fauchille no brutal Grupo B. Carro muito feio e kit bem ruim da Heller, mas como é um carro histórico achei que tinha que montar um. Em 1984 a Peugeot entrou em cena com o carro que se tornaria o mais bem sucedido de sua espécie e iria reescrever os padrões da categoria, o Peugeot 205 T16. Apesar do nome, o 205 T16 não tinha nenhuma relação com o hatchback compacto que a Peugeot havia acabado de lançar na Europa. Sim, ele tinha dimensões semelhantes e o mesmo formato do 205 de rua, mas por baixo da carroceria ele era uma máquina completamente diferente e projetada para vencer ralis. O que os engenheiros da Peugeot fizeram foi simplesmente combinar os pontos fortes do Audi Quattro com os princípios básicos de projeto de um carro de corridas: tração integral, motor central, entre-eixos curto e baixo peso. O motor 1.8 turbo de 16 válvulas produzia cerca de 350 cv e ficava logo atrás do banco do piloto. Ele era conectado a um sistema de tração integral com distribuição de torque selecionável por meio de engrenagens epicíclicas. Com cilindrada menor que a do cinco cilindros do Audi Quattro, o T16 pôde ser homologado com um peso mínimo mais baixo, o que resultou em um carro com melhor relação peso/potência. O 205 T16 estreou no Tour de Corse de 1984, a quinta etapa da temporada, realizada entre 3 e 5 de maio de 1984, e venceu pela primeira vez no Rali dos 1000 Lagos, entre 24 e 26 de agosto com Ari Vatanen no comando do carro e Jean Todt no comando da equipe. Apesar de conseguir outras duas vitórias (em San Remo e o RAC Lombard), o 205 T16 ainda não tinha o mesmo ritmo do Audi Quattro. Ainda... Para a temporada seguinte, 1985, a Peugeot deu ao 205 T16 upgrades mecânicos e aerodinâmicos ao seu supercarro em forma de hatchback. No motor a turbina KKK K26 de 64,5 mm foi substituída por uma Garret T31 de 65 mm capaz de produzir até 3 bar de pressão, o que resultou em 550 cv de potência máxima. No campo aerodinâmico o T16 Evo 2, como foi batizado, recebeu uma solução que havia sido banida da Fórmula 1: o efeito solo — algo necessário quando se tem um carro tão potente e com entre-eixos tão curto. Se você reparar, o 205 T16 de 1985 tinha um par de saias laterais semelhantes àquelas usadas pelo Lotus 78 e vários outros carros-asa da F1. Essas saias garantem a baixa pressão aerodinâmica sob o carro e direcionam o fluxo de ar para a traseira, formando o efeito de asa invertida. Com essas modificações o 205 T16 Evo 2 chegou à temporada de 1985 tão rápido quanto o Audi Quattro A2. E que temporada o pequeno francês teve: com Ari Vatanen e Timo Salonen a Peugeot faturou sete das 12 etapas do mundial daquele ano, além de um segundo lugar no Rali Sanremo e no Tour de Corse. Com o resultado, Salonen levou o título de pilotos enquanto a Peugeot sagrou-se campeã de construtores com sua pequena maravilha. No ano seguinte, 1986, os rivais já conseguiram reagir ao poder de fogo do Peugeot 205 T16 Evo 2 — a Lancia com seu Delta S4 e a Toyota com o Celica TCT —, mas a Peugeot conseguiu manter um ritmo forte e venceu seis das 13 etapas, com outros dois segundos lugares e manteve o troféu do WRC em sua sede por mais um ano. No campeonato de pilotos, Juha Kankkunen desbancou Markku Alen da Lancia Martini e levou o título. Infelizmente aquele ano seria o derradeiro do Grupo B. Os carros cada vez mais leves e potentes tinham desempenho impressionante, mas também podiam se mostrar incontroláveis em certas situações. Foi preciso apenas duas dessas situações para levar a FIA a cortar o mal pela raiz: em Portugal o piloto Joaquim Santos perdeu o controle de seu Ford RS200 e acabou atropelando o público, matando três espectadores e ferindo outros 30. Mais tarde, no Tour de Corse, Henri Toivonen decolou com seu Lancia S4 em um barranco e o carro explodiu matando piloto e navegador. Diante desses acidentes, a FIA cancelou o Grupo B para 1987. O fim prematuro da categoria tornou o Peugeot 205 T16 (e sua versão Evo 2) o modelo mais vitorioso de sua curta história. Foram 16 vitórias em 26 corridas e dois títulos de construtores e de pilotos em três temporadas. Após a extinção do Grupo B, a Peugeot dedicou-se a outros eventos de velocidade como o Rali Paris-Dakar — com o mesmo 205 T16 — e as subidas de Pikes Peak. Como todo carro do Grupo B, o 205 T16 deu origem a 200 exemplares de rua, construídos para homologação do carro de rali. Em relação ao GTI convencional, o T16 tinha entre-eixos mais longo, balanços encurtados, suspensão double-wishbone nas quatro rodas e amortecedores Bilstein com curso longo. Isso o tornava mais suave que o GTI na estrada, além de ser muito mais preciso e estável nas curvas. O motor 1.8 turbo foi amansado para produzir apenas 200 cv — e também se tornou muito mais durável, acredite. A aceleração de zero a 100 km/h é feita em seis segundos cravados e a velocidade máxima é limitada em 210 km/h pela aerodinâmica com coeficiente 0,35. Por ser exatamente um carro de corrida para as ruas — e nada além disso — o 205 T16 não é exatamente adequado para uso diário ou mesmo convencional. Ele é barulhento e a dirigibilidade do carro é comprometida pelo lag do turbo, que não enche antes de 3.000 rpm e precisa girar a 4.000 rpm para providenciar força total.(texto do site FlatOut).